segunda-feira, 13 de maio de 2013

-A REVOLUÇÃO E O PAPEL DO ESTADO!



Por Jeorge Cardozo*
   
O papel da revolução é romper com as barreiras entre a superstição do Estado capitalista burguês, o comércio produzido por ele e trazer o homem de volta a si mesmo. A consciência, hoje comum, vislumbrada pela ideologia capitalista burguesa, da possibilidade da autodestruição humana. Tudo parece apontar, em sinistra evidencia, para o desaparecimento do homem.
   A transformação da existência humana em um processo de produção e consumo resulta em uma aceleração crescente da troca de bens, delineada pelo modo de produção vigente, tendo o uso da natureza de forma predatória e irresponsável, como se a geração atual fosse à última a se utilizar dela. Todas as coisas habitação, vestuário, mobiliário, economias assumem caráter efêmero. Em todos os setores, o mesmo se afirma: a permanência deixa de existir, em nada mais é possível confiar. E o povo? Existem verdadeiramente, enquanto cidadão em busca de transformações que vêm a nosso encontro ou se colocam enquanto sujeitos ativos? Antes que busquemos respostas a tais considerações, é preciso saber qual o papel da revolução e do Estado e, de como ele se apresenta para nós. Com efeito, não temos consciência do que seja o Estado e qual o papel que o mesmo desempenha para inibir as ações revolucionárias no seio da sociedade de classe, a partir do momento em que nos encontramos tendendo para a alienação ideológica. “A classe dirigente domina também como pensadora, como produtora de idéias, e regula a produção de idéias de sua época: assim suas idéias são idéias dominantes da época” (Marx e Engels, 1970: 81).
   Não há Estado sem as classes conflitantes, nem revolução sem o entendimento desse conflito. Em outras palavras, não há revolução sem sujeitos ativos, nem transformação antes de crises generalizadas. A revolução real é manifestação da realidade e não a realidade por si só, distante da crise generalizada como tal. Somos lançados a esse processo dialético, onde nos orientamos com o auxilio do conhecimento cientifico universalmente válido, que, entretanto, nada nos diz acerca do que esteja para além de seus limites impostos pela ideologia dominante. “A classe dirigente tem de exercer seu poder em seu próprio interesse de classe, enquanto afirma que suas ações são para o bem de todos” (Marx e Engels, 1970:106). Só o conhecimento de causa, efeito e conseqüência dessa dialética, nos pode libertar da escuridão alienante da superestrutura ideológica vigente.
   Portanto, a mudança de mentalidade só existe na medida em que aparece a dicotomia crise-mudança e o sujeito torna-se consciente de si mesmo, por assim dizer, como sujeito revolucionário, porque reconhece essa dignidade em si mesmo e nos outros homens. Como bem diria Kant “nenhum homem pode ser, para outro, apenas meio; cada homem é um fim de si mesmo”. A farsa da democracia vigente, como bem diz Jaspers, só serve para o homem contemporâneo “colocar o voto na urna como sendo o único ato político praticado pelo povo e praticado sem maior reflexão. No fundo, isso equivale a decidir por aclamação, que a mesma oligarquia de partidos e de pessoas continue no poder. Nenhum deles trabalha em favor da liberdade política interna ou a favor da liberdade de pensamento. Nenhum deles procura ajudar o povo a educar-se politicamente. Carentes de vocações, esses políticos encaram suas funções como um simples emprego, vantajoso sob todos os aspectos, com bom salário, direito a aposentadoria e sem qualquer risco” ( Jaspers, 1965: 72). Falar que isso é democracia, não passa de legitimar, no seio da sociedade, conceito de igualdade, mediante falácias, continua Jaspers, “a democracia degenera em oligarquias de partidos. O que se tem por cultura não passa de bolhas de sabão em salões literários. O espírito perde densidade” (Jaspers, 1965: 72). Destarte, numa discussão hostil entre indivíduos inflexíveis, cada qual busca impor sua opinião ao outro; num debate aberto entre indivíduos esclarecidos, ambos querem assegurar-se da posse da verdade, como se essa fosse imutável.
   Portanto, quando compreendemos nossos próprios juízos, tornamos mais livres com respeito a eles. Sem embargo, nenhuma compreensão permite que nos apropriem das potencias que produzem a significação inteligível e que, não obstante, estão presentes em nós. “Resistência de culturas contra-hegemônica vem seguindo uma tradição, desde os pensamentos anti-colonialista” (Boaventura Santos, 1995: 55).
   Seja a revolução o que for, está presente no ideário humano e a ele necessariamente se refere. Certo é que ela rompe o estado de inércia do homem para lançarem-se as mudanças em curso. Mas retorna a realidade para aí encontrar seu fundamento histórico dialético sempre original. O problema crucial é o seguinte: o homem atual capitaneado pela ideologia vigente aspira às mudanças repetina, que o sistema atual não quer. A revolução é, portanto, perturbadora da ordem vigente. Entretanto, para conciliar esse estado perturbador é que aparece o Estado como o mostro todo poderoso, capaz de apaziguar as classes em conflito, como bem dizia os clássicos. No entanto, nesse texto ora produzido aqui, vamos falar do Estado, na visão clássica de Marx e Engels e na contemporânea de David Harvey, que preconizam que o Estado não é algo de novo na esfera do estado capitalista, ele, apenas, ganhou novas configurações para adaptá-lo, ao atual momento do capital, diz Harvey, citando Marx e Engels, “no entanto, não seria correto afirmar que o Estado apenas recentemente se tornou agente central para o funcionamento da sociedade capitalista. Ele sempre esteve presente; apenas suas formas e modos de funcionamento mudam conforme o capitalismo amadurecia” (Harvey, 2006: 79). Já para Marx e Engels o Estado “é uma forma independente, que surge da contradição entre o interesse do individuo e o da comunidade. Essa contradição sempre se baseia na estrutura social e, em particular, nas classes, já determinadas pela divisão social do trabalho e pela qual uma classe domina todas as outras” (Marx e Engels, 1970: 53-4). Para Engels “o Estado não é, de modo algum, um poder, de fora, imposto sobre a sociedade; assim como não é a realidade da razão, como sustenta Hegel. Em vez disso, o Estado é o produto da sociedade num estagio especifico do seu desenvolvimento; é o reconhecimento de que essa sociedade se envolveu numa auto-contradição insolúvel, e está rachada em antagonismos irreconciliáveis, incapazes de ser exorcizado – no entanto, para que esses antagonismos não destruam as classes com interesses econômicos conflitantes e a sociedade, um poder, aparentemente situado acima da sociedade, tornou-se necessário para moderar o conflito e mantê-lo nos limites da ‘ordem’; e esse poder, nascido da sociedade, mas se colocando acima dela e, progressivamente, alienando-se dela, é o Estado” (Engels, 1994: 155). Destarte, Harvey, citando Engels, brilhantemente, nos dar uma concepção atualizada do papel do Estado na sociedade capitalista atual “o Estado que se origina da necessidade de manter os antagonismos de classe sob controle, mas que também se origina do meio da luta entre às classes, é, normalmente, o Estado da classe economicamente dirigente, e, assim, obtêm novos meios de controlar e explorar as classes oprimidas. O Estado antigo era antes de qualquer coisa, o Estado dos senhores de escravos para controlar os escravos, assim como o Estado feudal era o órgão da nobreza para oprimir os servos camponeses, e o Estado representativo moderno é o instrumento para explorar a mão de obra assalariada pelo capital. No entanto, ocorrem períodos excepcionais – quando classes antagônicas quase se igualam em forças, em que o poder do Estado, como aparente mediador, adquire, naquele momento, certa independência em relação a ambas as classes” (Harvey, 2006:800).  
   Nesse momento, o Estado se transverte de uma “máscara”, que, momentaneamente, parece está fora do interesse de ambas às classes envolvidas, até que, os ânimos voltem ao normal, ou seja, uma classe se sobreponha a outra e passe a se utilizar do Estado como máquina de poder, como bem diz Harvey, “o uso do Estado como instrumento de dominação de classe cria uma contradição adicional: a classe dirigente tem de exercer seu poder em seu próprio interesse de classe, enquanto afirma que suas ações são para o bem de todos” (Harvey, 2006:80-1).
   Todo esse processo de dominação feita pela classe dirigente sobre o Estado é delineado por uma superestrutura ideológica de legitimação, como bem afirma Harvey, citando Marx e Engels, “toda a nova classe que se opõe no lugar da classe dirigente anterior fica obrigada, para levar a cabo seu objetivo, a representar seus interesses como o interesse comum de todos os membros da sociedade [...] precisa dar a sua idéia a forma de universalidade, e representá-las como as únicas idéias racionais e universalmente válidas. A classe que promove a revolução aparece desde o inicio {...} não como uma classe, mas como a representação do conjunto da sociedade” uma espécie de consenso, (grifo nosso) (Harvey, 2006:82).
   Com a colaboração dos clássicos da revolução, Marx e Engels e do contemporâneo David Harvey, compreendemos um pouco o porquê da importância da revolução para derrubar a contradição delineada pelo Estado capitalista e as suas diversas formas de legitimar à sua atuação ideológica. Portanto, assim, podemos entender o porquê de Marx e Engels, não compactuarem com a idéia de Estado.
   O Estado, enquanto máquina de poder vai está sempre a serviço da classe dirigente, essa concepção, precisa ser mais bem entendida enquanto prática, digo isso, pela nuance criada pelo Estado pseudo-comunista soviético e do leste europeu, que, envolvido em uma contradição ditatorial, não conseguiu extenuar, de fato, a concepção de Estado vigente, e, portanto, não conseguiu criar uma democracia socialista. Portanto, na minha humilde concepção, fica claro então, que nenhum modelo econômico seja socialista, capitalista, feudal, sobrevive isoladamente. No caso especifico do pseudo-socialismo soviético e do leste europeu, foram espremidos pela ação dinâmica do capitalismo e pelo centralismo burocrático de Stalin. Hoje, percebemos que a visão de Trotsky, de uma revolução permanente era o caminho mais viável. Entendemos também, que o atual estágio vivido pelo modo de produção capitalista, onde, resguardado por uma superestrutura midiática poderosa, capaz de atingir bilhões de pessoas no mundo todo em fração de milésimo de segundos, só uma ação revolucionaria coordenada, mediante uma grande crise que envolva as economias vigentes, levando-as aos caos, poderá criar espaço significativo para uma ação revolucionaria coordenada.
   Destarte, isso não me parece distante de acontecer, pois, as economias ditas capitalistas, nos seus maiores centros, passam por turbulências graves, apesar dos “remédios” imediatistas feitos pelos dirigentes políticos dessas nações. Percebemos ainda, que essas crises têm acontecido em espaço de tempo cada vez menor. Portanto, esse é o caminho a ser seguidos pelos partidos revolucionários, ou seja, se aproveitar do momento de crise generalizada para impor uma nova dinâmica ao mundo contemporâneo.
*Jeorge Luiz Cardozo é professor mestre.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

-JOEL NEIVA PREPARA O TERRENO.




Por Jeorge Cardozo*

   Os fatos ocorridos no desenrolar do jogo político têm que ser bem observado pelos estudiosos do assunto, pois, são de uma mutabilidade estrondosa, ao contrario das interpretações que alguns leigos fazem, hoje em permanente discussão.
   A possibilidade de novos atores, ou melhor, atrizes, aparecerem como alternativa na política Almeidense em 2016 se reflete nas movimentações feitas por Joel Neiva, ao lançar pela primeira vez a sua mulher para um cargo político, diga-se Secretaria de Ação Social, nada mais, nada é, do que a velha raposa preparando um (a) sucessor (a) com sangue Neiva na veia, se não é sangue Neiva, é de autoconfiança da velha raposa.
   Sabedor da sua atual situação política, ou seja, com dificuldades junto as suas contas desaprovadas e com um alto índice de rejeição, a velha raposa sabe que bem ou mal, ainda tem um bom controle de parte do eleitorado Almeidense, para influenciar diretamente no processo político local, como tem feito na gestão Armando.
   Destarte, a visão da velha raposa, diga de passagem, é fenomenal, ou seja, na eminência de não poder ser ele o candidato e de não confiar diretamente nos nomes do seu grupo (resquício de Lucinha Coni), a velha raposa, sorrateiramente, sem que os adversários percebam, não assumiu cargo na gestão Armando, mas, emplacou a mulher estrategicamente, preparando o caminho para 2016. Mas, para um especialista em política como eu, percebo nas entrelinhas as nuances e as possibilidades imposta no jogo político.
   Até que seria interessante um embate entre duas mulheres na sucessão Almeidense de 2016. Digo isso, pois, Glaucia, ex. primeira dama, tem uma boa popularidade e de uma simpatia maior do que o seu alcaide Ito. Portanto, trata-se de um cenário para ser avaliado por Ito, já que Joel Neiva, sorrateiramente, deu a sua cartada, só não enxergar quem não quer, mas, não passa por meu olhar de filósofo. O grande problema é o turrão do Ito, mesmo vendo esse cenário interessante que seria o nome de Glaucia, com sua teimosia, não irá avaliar na sua profundidade, esse grande lance político.
   É vero que a última mulher a governar o Almeida, Lucinha Coni, diga-se de passagem, ao entregar a prefeitura ao desastrado do filho Dolfo Coni, ganhou um tiro na culatra, perdendo o que tinha realizado.
   Enfim, é isso... Acorda Ito, que a velha raposa já está de “piscinei”, enquanto você dorme. Cadê o diálogo com as lideranças e com as bases? Fica cercado de pitibul, Pitibull é bom pra dar proteção, mais na hora de pensar as estratégias, precisa-se de massas cinzentas pensantes: “Quem sabe faz à hora e não espera acontecer”.
*Jeorge Luiz Cardozo é professor mestre.    Veja mais em: HTTP://professorcardozodeputadofederal5013.blogspot.com

quinta-feira, 25 de abril de 2013

-Seca esquenta debates na Assembleia



A necessidade de desburocratizar as ações preventivas e decombate à seca nos municípios e os avanços nas iniciativas do governo estadual e federal foram discutidas nessa quarta-feira (24/4), durante audiência pública, promovida pela Comissão de Meio Ambiente, Seca e Recursos Hídricos da Assembleia Legislativa da Bahia, presidida pelo deputado estadual Leur Lomanto Jr. (PMDB).
Durante quase cinco horas, deputados e representantes da gestão no Estado se debruçaram sobre o que está sendo feito e o que pode minimizar o sofrimento da população, nas áreas mais atingidas pela estiagem, considerada a maior dos últimos cem anos.
O colegiado ouviu o coordenador Estadual para Ações de Convivência com a Seca, secretário da Casa Civil, Rui Costa (PT), que apresentou um balanço dos investimentos e foi questionado pelos parlamentares sobre o que de fato tem sido concretizado nas pequenas e médias cidades.
Líderes do governo e da oposição entraram em embate. Contudo, chamou atenção o grande número de parlamentares presentes no debate classificando Rui Costa como candidato já definido para representar o PT na sucessão estadual. Até mesmo opositores já dão a postulação de Rui como certa.
Segundo o democrata Carlos Gaban, “o secretário é o candidato oficial do governo”. Joseildo Ramos (PT), embora não tenha citado de forma direta ser a favor do nome de Rui Costa, pelas suas ações deixou a entender que sim. Ele não apenas parabenizou a atuação do secretário à frente da Casa Civil, como ironizou a oposição quando o assunto foi 2014. Conforme ele, o PT possui projeto, coisa que o grupo contrário não possui. O líder do governo, Zé Neto, reforçou a tese.
Quando o assunto foi a seca que assola o estado, tida como a mais grave das últimas décadas, o presidente do colegiado fez questão de ressaltar que: “cumprimos hoje o nosso papel de discutir as demandas da seca, o que pode subsidiar os organismos e entidades a gerenciarem melhor esse período de dificuldades e minorar os prejuízos para produtores, agricultores e todos os cidadãos que têm sido impactados pelo fenômeno.
Foi uma grande oportunidade para o governo destacar o que tem sido realizado, para os deputados apresentarem suas ideias, questionamentos e propostas”. Embora tenha sido bastante pressionado pelos deputados da bancada de oposição, o secretário Rui Costa destacou como positiva a reunião. “Aqui é a casa do povo e da política. Foi excelente porque trouxe mais informação para o Parlamento e nos possibilita novos elementos e ideias”.
Segundo ele, a Bahia tem sofrido bastante, mas o governo tem demonstrado preocupação, investindo em projetos, programas e obras na região do semiárido, a exemplo da adutora de Juazeiro, que atenderá 38 municípios, beneficiando 1,1 milhão de pessoas. Conforme ele, o governo federal também deve investir cerca de R$2 bilhões na Bahia. 

quarta-feira, 24 de abril de 2013

-DIGA NÃO A PEC 37




Por Jeorge Cardozo*

Está em tramitação no Congresso Nacional, projeto de emenda a constituição (PEC 37), conhecida como a PEC da IMPUNIDADE, que, entre outras conseqüências, busca limitar o poder de investigação do Ministério Público. Para os leigos no assunto, grande parte das denuncias de corrupções feitas pelos entes públicos são investigados e divulgados pela ação investigativa do Ministério Público e dos demais entes a ela vinculados.
   Portanto, mais uma vez os nossos ilustres parlamentares (diga-se de passagem, que mais uma vez, o PT apóia essa aberração), querem dar golpe nas instituições legalmente constituídas, que tem como objetivo, entre outros, investigarem crimes praticados por agentes públicos contra a res pública.
   Em virtude dos fatos expostos, cabe a toda sociedade se opor à aprovação por parte dos nossos congressistas desta PEC (Projeto de Emenda a Constituição) que, vai limitar em muito, a investigação de crimes preconizados por agentes públicos.
   Portanto, diga não a PEC 37, ou PEC da IMPUNIDADE. Fiscalize o seu parlamentar e veja se ele votou a favor dessa vergonha e der a resposta nas urnas em 2014.
   Espalhe nas REDES SOCIAIS essa informação, exerça a sua cidadania – não a PEC 37, a PEC da IMPUNIDADE.
*Jeorge Luiz Cardozo é professor mestre.

terça-feira, 23 de abril de 2013

-SUCESSÃO 2014: O DILEMA DE WAGNER!




Por Jeorge Cardozo*

   A política é inesgotável. São múltiplos os nomes colocados a disposição do governador Wagner para sucedê-lo em 2014: Marcelo Nilo, Otto Alencar, Walter Pinheiro, Luiz Caetano, Rui Costa e Sérgio Gabrielli são as possibilidades que o alcaide tem para escolher um deles, como candidato à sua sucessão. Quanto ao primeiro, é filiado ao PDT e têm como trunfo no seu currículo, os diversos mandatos consecutivos como deputado estadual e de está à frente do comando da Assembléia Legislativa a quatro mandatos seguidos. No entanto, sem maiores articulações para ser o indicado do grupo; Otto Alencar há quem diga que ainda é o herdeiro dos carlistas traidores e ávido por cargos públicos que, por esta causa, deixaram o grupo carlista e vieram para os braços do governador, portanto, sem chance de angariar o apoio do PT; Walter Pinheiro, esse sim, tem história, currículo e preparo para ser o legitimo sucessor (mais a frente, falaremos sobre as suas possibilidades); Luiz Caetano, esse corre por fora, no grupo petista, não tem muitas chances, pois, lhes faltam maiores articulações tanto dentro do PT, como fora dele; Rui Costa é o xodó do governador e tem chances reais, no entanto, carrega o estigma de ser desconhecido das massas e de não ser bem visto pelos corregilionários do governador; Sérgio Gabrielli, esse tem a simpatia do ex. presidente Lula e até do governador, no entanto, a sua gestão frente à Petrobrás foi desastrada e tem deixado muitas lacunas para os adversários caírem matando, caso seja ele o indicado.
   Na minha humilde análise, para o grupo do governador continuar no poder baiano, a chapa ideal seria a de Walter Pinheiro para o governo, Otto Alencar para o senado e Marcelo Nilo para a vice, com essa conjuntura aí delineada, o governador Wagner teria maiores chances de vitória, já que o seu governo, devido a fatores como a seca, greve dos professores e policiais recentes, teve certo desgaste que lhe custou à derrota na sucessão de Salvador com Pellegrino e, ainda, poderá trazer alguns resquícios para a sucessão estadual. Quanto aos demais nomes ficarão as disputas para a câmara federal e para a assembléia legislativa como consolo. Já o caso de Caetano é mais complicado, pois, se pleitear uma vaga para a câmara federal, poderá prejudicar Pellegrino que vem em processo de declínio desde a última eleição, e, se pleitear à assembléia, deixará a sua esposa de fora, tendo em vista que a mesma já é deputada estadual.
   Portanto, esse é o dilema de Wagner para a sucessão estadual de 2014, como ele mesmo já disse, irá pleitear uma vaga para a câmara federal e atuar como puxador de votos para eleger uma bancada forte para o congresso.
   Quanto à oposição, só terá alguma chance se saírem unidos, ou seja, tiverem no mesmo palanque ACM-Neto, Paulo Souto, Imbassahy, José Ronaldo, João Henrique, Geddel e etc., fora disso, correm o risco de perderem no primeiro turno novamente. O grande problema enfrentado pelo grupo é o de encontrar um nome de consenso que aglutine todas as forças. No entanto, como fiz com o grupo de Wagner, que delineei a chapa ideal, vou aqui também, ousar a indicar uma chapa competitiva: Geddel para o governo, Paulo Souto para o senado e João Henrique para a vice, me parece, a priori, a alternativa salutar para o grupo liderado por Neto, ficar competitivo, fora disso, derrota certa.
   Destarte, a esquerda de verdade, aglutinadas no PSOL, PSTU, PCB, PCO e, ultimamente, com a construção do partido Rede Sustentabilidade, não se sabe se irão fazer uma grande frente de esquerda e formar um palanque competitivo para incomodar os chamados favoritos ou se vão apenas, tentarem elegerem parlamentares para a câmara federal e para a assembléia legislativa.
   Ademais, é esperar para ver, mas, nas minhas últimas análises, não tenho errado... Ufa, deixei a humildade de lado, é isso.

*Jeorge Luiz Cardozo é professor mestre.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

-SOBRE O MOVIMENTO SEM TETO ALMEIDENSE.




Por Jeorge Cardozo*

   A formação política, ideológica e social do individuo é inesgotável. São inúmeros os seus objetos de estudos e as possibilidades de interpretação. Por isso não existe um conhecimento da organicidade acabado ou parado no processo histórico linear alienado. Há divergências, contrapontos, formas dialéticas para entender e capacitar sujeitos comuns na formação política ideológica, na compreensão da hegemonia e contra-hegemonia, presentes nas chamadas associações com caráter eminentemente, político imediato e de interesse escuso de individuo ou de pequeno grupo. Procurar no meio do joio do trigo lideranças que tenham compromisso histórico inquestionável e ético que sintetize e defina o sentido dos movimentos sociais, o pensar e o agir dos liderados seria admitir uma história com sentido determinado, previamente conhecido pelo agir público. O movimento social é, ao contrário, o espaço do inesperado, do imprevisível.
   A interpretação dos movimentos sociais tem um forte vínculo com as questões hegemônicas e contra hegemônicas que são vividas em cada época do desenvolvimento dos modelos econômicos e das classes que as dominam. O interesse que, hoje, me faz analisar tal fato, foi à última reunião palestra organizado pelo Movimento de Sem Teto Almeidense, no último dia 06 de abril do presente ano, na Câmara Municipal local, preconizada pela líder local do movimento, senhor Louzo, difere com certeza daquilo que penso sobre organização social, pois, não pode haver movimento social eficaz, sem formação política e ideológica. O trabalho do líder de movimento social, a priori, é dar formação política e ideológica aos liderados para que os mesmos entendam o sentido de causa, efeito e conseqüência da causa em luta, envolvidas com as questões do seu tempo, não é um trabalho neutro, de alguém que possa julgar, imparcialmente, o que está se lutando e redefinir os caminhos da luta em questão.
   As reflexões e as análises feitas por mim neste texto sobre os movimentos sociais nos tempos modernos buscam inserir os lideres e os liderados dos movimentos sociais no contexto da discussão preocupado com a atual crise da modernidade capitalista. O nosso objetivo é contribuir para a formação política e ideológica daqueles que, de alguma forma milita ou quer militar nos movimentos sociais, de modo a prepará-lo para enfrentar a hegemonia que aflige a humanidade com um falso consenso denominado de democracia capitalista burguesa nesse inicio de milênio.
   A construção do mundo moderno contra-hegemônico não pode mais ser compreendida na exclusiva perspectiva das relações econômicas imposta pelo capitalismo e seus atores, tomam como determinante apenas o crescimento e fortalecimento da produção capitalista. Temos que superar as concepções reducionistas que ainda resistem nos movimentos sociais tradicionais. Optamos francamente pelas múltiplas determinações e valorizamos aspectos fundamentais da modernidade presente nos movimentos sociais que têm sido negligenciados por grande parte de seus lideres que, envolvidos em interesses pessoais mesquinhos ou de pequenos grupos com status quo locais, regionais e nacionais, usam o movimento social despolitizadamente, como forma de manipular, usar e depois descartar. Além das disputas pelo poder e dos interesses escusos e mesquinhos individuais, o movimento social também é lugar de concepções de mundo contra-hegemônicas explicado pelo próprio fazer histórico, das diferentes maneiras de se viver organizadamente. Os sonhos, os desejos, as utopias fazem parte da historia, representam a vontade do homem, as suas insatisfações levam-nos a questionar e a buscar uma nova sociedade de iguais na prática e, não só nos documentos oficiais e nos discursos demagógicos presentes no dia a dia. Eles os levam a operar organizadamente as mudanças concretas na maneira de produzir o social. Mesmo aqueles que não são tão letrados, são capazes de se organizar politicamente e ideologicamente e criar a contra hegemonia e contribuírem para que a sociedade estabeleça novos caminhos de igualdade social de fato e não fique só nas aparências.
   Essas concepções multifaceada impostas aos movimentos sociais feitas por falso liderem não significa, entretanto, uma fragmentação definitiva destes, ele apenas, momentaneamente, pela falta de formação política e ideológica da maioria dos seus lideres e liderados que se encontram desconectados entre si, do contexto político contra hegemônico nascente. Muito ao contrario, a contra hegemonia é integrada com os movimentos sociais. Tanto assim que nem sequer um representante do poder político municipal se fez presente. Os lideres de movimentos sociais encontrará na própria luta, companhia e vitória na abrangência imposta ao movimento, inserida numa compreensão mais ampla. Esperamos que a nossa contribuição pudesse ser analisada pelos lideres e liderados e demais interessados, na sua profundidade, para que os tiros não continuem a saírem pela culatra. Digo isso, pois, sempre ouço de lideres comunitários que não tiveram uma formação política e ideológica por menores, dizerem que foram usados pelo sistema, isso ocorre exatamente por isso, pela falta de profundidade desses lideres na causa em questão.
   Por fim, saúdo o camarada Louzo, pela iniciativa de iniciar o debate e nos convidar para dar as nossas contribuições. Digo mais, na qualidade de quem quer contribuir, que um movimento não se faz isolado, é preciso ter um grupo coeso e com interesse coletivo e contra hegemônico também coletivo.
*Jeorge Luiz Cardozo é professor mestre.

terça-feira, 5 de março de 2013

-HUGO CHAVES



por Jeorge Luiz Cardozo Cardozo

O homem político vive a época de permanentes conflitos, uns tentando continuar o modelo e os status quo, outros, tentando encontrar um ponto de união entre forças opostas e outros, buscando transformar a realidade política e econômica vigente, em algo mais humano e mais de todos: capitalistas e socialistas, dão sentidos as suas causas, capital, ecológica, socialistas e bem estar social. Por essa razão, vai enfatizar tudo aquilo que é consciente e inconsciente, tudo só muda nas aparências, tudo está fora da ordem no mundo atual.
Nasce o sol na Venezuela com a presença firme de Hugo Chaves, enfrentando as elites dominantes, no entanto, depois da luz de Hugo Chaves, segue agora na Venezuela à escuridão.
Uma pena, nasce o sol, e não dura mais que um dia. Se vai o homem Hugo Chaves, mas, fica a sua luta, esperança de uma América Latina livre e socialista. Assim, como foi com Che Guevara, o socialismo está de luto, no entanto, não está morto.
SAUDAÇÕES GRANDE LÍDER.