quinta-feira, 25 de abril de 2013

-Seca esquenta debates na Assembleia



A necessidade de desburocratizar as ações preventivas e decombate à seca nos municípios e os avanços nas iniciativas do governo estadual e federal foram discutidas nessa quarta-feira (24/4), durante audiência pública, promovida pela Comissão de Meio Ambiente, Seca e Recursos Hídricos da Assembleia Legislativa da Bahia, presidida pelo deputado estadual Leur Lomanto Jr. (PMDB).
Durante quase cinco horas, deputados e representantes da gestão no Estado se debruçaram sobre o que está sendo feito e o que pode minimizar o sofrimento da população, nas áreas mais atingidas pela estiagem, considerada a maior dos últimos cem anos.
O colegiado ouviu o coordenador Estadual para Ações de Convivência com a Seca, secretário da Casa Civil, Rui Costa (PT), que apresentou um balanço dos investimentos e foi questionado pelos parlamentares sobre o que de fato tem sido concretizado nas pequenas e médias cidades.
Líderes do governo e da oposição entraram em embate. Contudo, chamou atenção o grande número de parlamentares presentes no debate classificando Rui Costa como candidato já definido para representar o PT na sucessão estadual. Até mesmo opositores já dão a postulação de Rui como certa.
Segundo o democrata Carlos Gaban, “o secretário é o candidato oficial do governo”. Joseildo Ramos (PT), embora não tenha citado de forma direta ser a favor do nome de Rui Costa, pelas suas ações deixou a entender que sim. Ele não apenas parabenizou a atuação do secretário à frente da Casa Civil, como ironizou a oposição quando o assunto foi 2014. Conforme ele, o PT possui projeto, coisa que o grupo contrário não possui. O líder do governo, Zé Neto, reforçou a tese.
Quando o assunto foi a seca que assola o estado, tida como a mais grave das últimas décadas, o presidente do colegiado fez questão de ressaltar que: “cumprimos hoje o nosso papel de discutir as demandas da seca, o que pode subsidiar os organismos e entidades a gerenciarem melhor esse período de dificuldades e minorar os prejuízos para produtores, agricultores e todos os cidadãos que têm sido impactados pelo fenômeno.
Foi uma grande oportunidade para o governo destacar o que tem sido realizado, para os deputados apresentarem suas ideias, questionamentos e propostas”. Embora tenha sido bastante pressionado pelos deputados da bancada de oposição, o secretário Rui Costa destacou como positiva a reunião. “Aqui é a casa do povo e da política. Foi excelente porque trouxe mais informação para o Parlamento e nos possibilita novos elementos e ideias”.
Segundo ele, a Bahia tem sofrido bastante, mas o governo tem demonstrado preocupação, investindo em projetos, programas e obras na região do semiárido, a exemplo da adutora de Juazeiro, que atenderá 38 municípios, beneficiando 1,1 milhão de pessoas. Conforme ele, o governo federal também deve investir cerca de R$2 bilhões na Bahia. 

quarta-feira, 24 de abril de 2013

-DIGA NÃO A PEC 37




Por Jeorge Cardozo*

Está em tramitação no Congresso Nacional, projeto de emenda a constituição (PEC 37), conhecida como a PEC da IMPUNIDADE, que, entre outras conseqüências, busca limitar o poder de investigação do Ministério Público. Para os leigos no assunto, grande parte das denuncias de corrupções feitas pelos entes públicos são investigados e divulgados pela ação investigativa do Ministério Público e dos demais entes a ela vinculados.
   Portanto, mais uma vez os nossos ilustres parlamentares (diga-se de passagem, que mais uma vez, o PT apóia essa aberração), querem dar golpe nas instituições legalmente constituídas, que tem como objetivo, entre outros, investigarem crimes praticados por agentes públicos contra a res pública.
   Em virtude dos fatos expostos, cabe a toda sociedade se opor à aprovação por parte dos nossos congressistas desta PEC (Projeto de Emenda a Constituição) que, vai limitar em muito, a investigação de crimes preconizados por agentes públicos.
   Portanto, diga não a PEC 37, ou PEC da IMPUNIDADE. Fiscalize o seu parlamentar e veja se ele votou a favor dessa vergonha e der a resposta nas urnas em 2014.
   Espalhe nas REDES SOCIAIS essa informação, exerça a sua cidadania – não a PEC 37, a PEC da IMPUNIDADE.
*Jeorge Luiz Cardozo é professor mestre.

terça-feira, 23 de abril de 2013

-SUCESSÃO 2014: O DILEMA DE WAGNER!




Por Jeorge Cardozo*

   A política é inesgotável. São múltiplos os nomes colocados a disposição do governador Wagner para sucedê-lo em 2014: Marcelo Nilo, Otto Alencar, Walter Pinheiro, Luiz Caetano, Rui Costa e Sérgio Gabrielli são as possibilidades que o alcaide tem para escolher um deles, como candidato à sua sucessão. Quanto ao primeiro, é filiado ao PDT e têm como trunfo no seu currículo, os diversos mandatos consecutivos como deputado estadual e de está à frente do comando da Assembléia Legislativa a quatro mandatos seguidos. No entanto, sem maiores articulações para ser o indicado do grupo; Otto Alencar há quem diga que ainda é o herdeiro dos carlistas traidores e ávido por cargos públicos que, por esta causa, deixaram o grupo carlista e vieram para os braços do governador, portanto, sem chance de angariar o apoio do PT; Walter Pinheiro, esse sim, tem história, currículo e preparo para ser o legitimo sucessor (mais a frente, falaremos sobre as suas possibilidades); Luiz Caetano, esse corre por fora, no grupo petista, não tem muitas chances, pois, lhes faltam maiores articulações tanto dentro do PT, como fora dele; Rui Costa é o xodó do governador e tem chances reais, no entanto, carrega o estigma de ser desconhecido das massas e de não ser bem visto pelos corregilionários do governador; Sérgio Gabrielli, esse tem a simpatia do ex. presidente Lula e até do governador, no entanto, a sua gestão frente à Petrobrás foi desastrada e tem deixado muitas lacunas para os adversários caírem matando, caso seja ele o indicado.
   Na minha humilde análise, para o grupo do governador continuar no poder baiano, a chapa ideal seria a de Walter Pinheiro para o governo, Otto Alencar para o senado e Marcelo Nilo para a vice, com essa conjuntura aí delineada, o governador Wagner teria maiores chances de vitória, já que o seu governo, devido a fatores como a seca, greve dos professores e policiais recentes, teve certo desgaste que lhe custou à derrota na sucessão de Salvador com Pellegrino e, ainda, poderá trazer alguns resquícios para a sucessão estadual. Quanto aos demais nomes ficarão as disputas para a câmara federal e para a assembléia legislativa como consolo. Já o caso de Caetano é mais complicado, pois, se pleitear uma vaga para a câmara federal, poderá prejudicar Pellegrino que vem em processo de declínio desde a última eleição, e, se pleitear à assembléia, deixará a sua esposa de fora, tendo em vista que a mesma já é deputada estadual.
   Portanto, esse é o dilema de Wagner para a sucessão estadual de 2014, como ele mesmo já disse, irá pleitear uma vaga para a câmara federal e atuar como puxador de votos para eleger uma bancada forte para o congresso.
   Quanto à oposição, só terá alguma chance se saírem unidos, ou seja, tiverem no mesmo palanque ACM-Neto, Paulo Souto, Imbassahy, José Ronaldo, João Henrique, Geddel e etc., fora disso, correm o risco de perderem no primeiro turno novamente. O grande problema enfrentado pelo grupo é o de encontrar um nome de consenso que aglutine todas as forças. No entanto, como fiz com o grupo de Wagner, que delineei a chapa ideal, vou aqui também, ousar a indicar uma chapa competitiva: Geddel para o governo, Paulo Souto para o senado e João Henrique para a vice, me parece, a priori, a alternativa salutar para o grupo liderado por Neto, ficar competitivo, fora disso, derrota certa.
   Destarte, a esquerda de verdade, aglutinadas no PSOL, PSTU, PCB, PCO e, ultimamente, com a construção do partido Rede Sustentabilidade, não se sabe se irão fazer uma grande frente de esquerda e formar um palanque competitivo para incomodar os chamados favoritos ou se vão apenas, tentarem elegerem parlamentares para a câmara federal e para a assembléia legislativa.
   Ademais, é esperar para ver, mas, nas minhas últimas análises, não tenho errado... Ufa, deixei a humildade de lado, é isso.

*Jeorge Luiz Cardozo é professor mestre.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

-SOBRE O MOVIMENTO SEM TETO ALMEIDENSE.




Por Jeorge Cardozo*

   A formação política, ideológica e social do individuo é inesgotável. São inúmeros os seus objetos de estudos e as possibilidades de interpretação. Por isso não existe um conhecimento da organicidade acabado ou parado no processo histórico linear alienado. Há divergências, contrapontos, formas dialéticas para entender e capacitar sujeitos comuns na formação política ideológica, na compreensão da hegemonia e contra-hegemonia, presentes nas chamadas associações com caráter eminentemente, político imediato e de interesse escuso de individuo ou de pequeno grupo. Procurar no meio do joio do trigo lideranças que tenham compromisso histórico inquestionável e ético que sintetize e defina o sentido dos movimentos sociais, o pensar e o agir dos liderados seria admitir uma história com sentido determinado, previamente conhecido pelo agir público. O movimento social é, ao contrário, o espaço do inesperado, do imprevisível.
   A interpretação dos movimentos sociais tem um forte vínculo com as questões hegemônicas e contra hegemônicas que são vividas em cada época do desenvolvimento dos modelos econômicos e das classes que as dominam. O interesse que, hoje, me faz analisar tal fato, foi à última reunião palestra organizado pelo Movimento de Sem Teto Almeidense, no último dia 06 de abril do presente ano, na Câmara Municipal local, preconizada pela líder local do movimento, senhor Louzo, difere com certeza daquilo que penso sobre organização social, pois, não pode haver movimento social eficaz, sem formação política e ideológica. O trabalho do líder de movimento social, a priori, é dar formação política e ideológica aos liderados para que os mesmos entendam o sentido de causa, efeito e conseqüência da causa em luta, envolvidas com as questões do seu tempo, não é um trabalho neutro, de alguém que possa julgar, imparcialmente, o que está se lutando e redefinir os caminhos da luta em questão.
   As reflexões e as análises feitas por mim neste texto sobre os movimentos sociais nos tempos modernos buscam inserir os lideres e os liderados dos movimentos sociais no contexto da discussão preocupado com a atual crise da modernidade capitalista. O nosso objetivo é contribuir para a formação política e ideológica daqueles que, de alguma forma milita ou quer militar nos movimentos sociais, de modo a prepará-lo para enfrentar a hegemonia que aflige a humanidade com um falso consenso denominado de democracia capitalista burguesa nesse inicio de milênio.
   A construção do mundo moderno contra-hegemônico não pode mais ser compreendida na exclusiva perspectiva das relações econômicas imposta pelo capitalismo e seus atores, tomam como determinante apenas o crescimento e fortalecimento da produção capitalista. Temos que superar as concepções reducionistas que ainda resistem nos movimentos sociais tradicionais. Optamos francamente pelas múltiplas determinações e valorizamos aspectos fundamentais da modernidade presente nos movimentos sociais que têm sido negligenciados por grande parte de seus lideres que, envolvidos em interesses pessoais mesquinhos ou de pequenos grupos com status quo locais, regionais e nacionais, usam o movimento social despolitizadamente, como forma de manipular, usar e depois descartar. Além das disputas pelo poder e dos interesses escusos e mesquinhos individuais, o movimento social também é lugar de concepções de mundo contra-hegemônicas explicado pelo próprio fazer histórico, das diferentes maneiras de se viver organizadamente. Os sonhos, os desejos, as utopias fazem parte da historia, representam a vontade do homem, as suas insatisfações levam-nos a questionar e a buscar uma nova sociedade de iguais na prática e, não só nos documentos oficiais e nos discursos demagógicos presentes no dia a dia. Eles os levam a operar organizadamente as mudanças concretas na maneira de produzir o social. Mesmo aqueles que não são tão letrados, são capazes de se organizar politicamente e ideologicamente e criar a contra hegemonia e contribuírem para que a sociedade estabeleça novos caminhos de igualdade social de fato e não fique só nas aparências.
   Essas concepções multifaceada impostas aos movimentos sociais feitas por falso liderem não significa, entretanto, uma fragmentação definitiva destes, ele apenas, momentaneamente, pela falta de formação política e ideológica da maioria dos seus lideres e liderados que se encontram desconectados entre si, do contexto político contra hegemônico nascente. Muito ao contrario, a contra hegemonia é integrada com os movimentos sociais. Tanto assim que nem sequer um representante do poder político municipal se fez presente. Os lideres de movimentos sociais encontrará na própria luta, companhia e vitória na abrangência imposta ao movimento, inserida numa compreensão mais ampla. Esperamos que a nossa contribuição pudesse ser analisada pelos lideres e liderados e demais interessados, na sua profundidade, para que os tiros não continuem a saírem pela culatra. Digo isso, pois, sempre ouço de lideres comunitários que não tiveram uma formação política e ideológica por menores, dizerem que foram usados pelo sistema, isso ocorre exatamente por isso, pela falta de profundidade desses lideres na causa em questão.
   Por fim, saúdo o camarada Louzo, pela iniciativa de iniciar o debate e nos convidar para dar as nossas contribuições. Digo mais, na qualidade de quem quer contribuir, que um movimento não se faz isolado, é preciso ter um grupo coeso e com interesse coletivo e contra hegemônico também coletivo.
*Jeorge Luiz Cardozo é professor mestre.

terça-feira, 5 de março de 2013

-HUGO CHAVES



por Jeorge Luiz Cardozo Cardozo

O homem político vive a época de permanentes conflitos, uns tentando continuar o modelo e os status quo, outros, tentando encontrar um ponto de união entre forças opostas e outros, buscando transformar a realidade política e econômica vigente, em algo mais humano e mais de todos: capitalistas e socialistas, dão sentidos as suas causas, capital, ecológica, socialistas e bem estar social. Por essa razão, vai enfatizar tudo aquilo que é consciente e inconsciente, tudo só muda nas aparências, tudo está fora da ordem no mundo atual.
Nasce o sol na Venezuela com a presença firme de Hugo Chaves, enfrentando as elites dominantes, no entanto, depois da luz de Hugo Chaves, segue agora na Venezuela à escuridão.
Uma pena, nasce o sol, e não dura mais que um dia. Se vai o homem Hugo Chaves, mas, fica a sua luta, esperança de uma América Latina livre e socialista. Assim, como foi com Che Guevara, o socialismo está de luto, no entanto, não está morto.
SAUDAÇÕES GRANDE LÍDER.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

-TEXTO DE TEREZA COLLOR


TEXTO DE TEREZA COLLOR

Publicado por Mendonça Neto, Jornal Extra - Rio de Janeiro .

Carta aberta ao Senador Renan Calheiros

"Vida de gado. Povo marcado. Povo feliz". As vacas de Renan dão cria 24 h por dia. Haja capim e gente besta em Murici e em Alagoas!
Uma qualidade eu admiro em você: o conhecimento da alma humana. Você sabe manipular as pessoas, as ambições, os pecados e as fraquezas.

Do menino ingênuo que eu fui buscar em Murici para ser deputado estadual em 1978 - que acreditava na pureza necessária de uma política de oposição dentro da ditadura militar - você, Renan Calheiros, construiu uma trajetória de causar inveja a todos os homens de bem que se acovardam e não aprendem nunca a ousar como os bandidos.

Você é um homem ousado. Compreendeu, num determinado momento, que a vitória não pertence aos homens de bem, desarmados desta fúria do desatino, que é vencer a qualquer preço. E resolveu armar-se. Fosse qual fosse o preço, Renan Calheiros nunca mais seria o filho do Olavo, a degladiar-se com os poderosos Omena, na Usina São Simeão, em desigualdade de forças e de dinheiros.

Decidiu que não iria combatê-los de peito aberto, descobriria um atalho, um mil artifícios para vencê-los, e, quem sabe, um dia derrotaria todos eles, os emplumados almofadinhas que tinham empregados cujo serviço exclusivo era abanar, durante horas, um leque imenso sobre a mesa dos usineiros, para que os mosquitos de Murici (em Murici, até os mosquitos são vorazes) não mordessem a tez rósea de seus donos: Quem sabe, um dia, com a alavanca da política, não seria Renan Calheiros o dono único, coronel de porteira fechada, das terras e do engenho onde seu pai, humilde, costumava ir buscar
o dinheiro da cana, para pagar a educação de seus filhos, e tirava o chapéu para os Omena, poderosos e perigosos.

Renan sonhava ser um big shot, a qualquer preço. Vendeu a alma, como o Fausto de Goethe, e pediu fama e riqueza, em troca.

Quando você e o então deputado Geraldo Bulhões, colegas de bancada de Fernando Collor, aproximaram-se dele e se aliaram, começou a ser Parido o novo Renan.

Há quem diga que você é um analfabeto de raro polimento, um intuitivo. Que nunca leu nenhum autor de economia, sociologia ou direito.
Os seus colegas de Universidade diziam isso. Longe de ser um demérito, essa sua espessa ignorância literária faz sobressair, ainda mais, o seu talento De vencedor.
Creio que foi a casa pobre, numa rua descalça de Murici, que forneceu a você o combustível do ódio à pobreza e o ser pobre. E Renan Calheiros decidiu que, se a sua política não serviria ao povo em nada, a ele próprio serviria em tudo. Haveria de ser recebido em Palacios, em mansões de milionários, em Congressos estrangeiros, como um príncipe, e quando chegasse a esse ponto, todos os seus traumas banhados no rio Mundaú, seriam rebatizados em Fausto e opulência; "Lá terei a mulher que quero, na cama que escolherei. Serei amigo do Rei."

Machado de Assis, por ingênuo, disse na boca de um dos seus personagens: "A alma terá, como a terra, uma túnica incorruptível." Mais adiante, porém, diante da inexorabilidade do destino do desonesto, ele advertia: "Suje-se, gordo! Quer sujar-se? Suje-se, gordo!"

Renan Calheiros, em 1986, foi eleito deputado federal pela segunda vez.
Nesse mandato, nascia o Renan globalizado, gerente de resultados, ambição à larga, enterrando, pouco a pouco, todos os escrúpulos da consciência. No seu caso, nada sobrou do naufrágio das ilusões de moço!
Nem a vergonha na cara. O usineiro João Lyra patrocinou essa sua campanha com US1.000.000. O dinheiro era entregue, em parcelas, ao seu motorista Milton, enquanto você esperava, bebericando, no antigo Hotel Luxor, av. Assis Chateaubriand, hoje Tribunal do Trabalho.

E fez uma campanha rica e impressionante, porque entre seus eleitores havia pobres universitários comunistas e usineiros deslumbrados, a segui-lo nas estradas poeirentas das Alagoas, extasiados com a sua intrepidez em ganhar a qualquer preço. O destemor do alpinista, que ou chega ao topo da montanha - e é tudo seu, montanha e glória - ou morre. Ou como o jogador de pôquer, que blefa e não treme, que blefa rindo, e cujos olhos indecifráveis Intimidam o adversário. E joga tudo. E vence. No blefe.

Você, Renan não tem alma, só apetites, dizem. E quem, na política brasileira, a tem? Quem, neste Planalto, centro das grandes picaretagens nacionais, atende no seu comportamento a razões e objetivos de interesse público? ACM, que, na iminência de ser cassado, escorregou pela porta da renúncia e foi reeleito como o grande coronel de uma Bahia paradoxal, que exibe talentos com a mesma sem-cerimônia com que cultiva corruptos? José Sarney, que tomou carona com Carlos Lacerda, com Juscelino, e, agora, depois de ter apanhado uma tunda de você, virou seu pai-velho, passando-lhe a alquimia de 50 anos de malandragem?

Quem tem autoridade moral para lhe cobrar coerência de princípios? O presidente Lula, que deu o golpe do operário, no dizer de Brizola, e hoje hospeda no seu Ministério um office boy do próprio Brizola?
Que taxou os aposentados, que não o eram, nem no Governo de Collor, e dobrou o Supremo Tribunal Federal?
No velho dizer dos canalhas, todos fazem isso, mentem, roubam, traem. Assim, senador, você é apenas o mais esperto de todos, que, mesmo com fatos gritantes de improbidade, de desvio de conduta pública e privada, tem a quase unanimidade deste Senado de Quasímodos morais para blinda-lo.

E um moço de aparência simplória, com um nome de pé de serra - Siba - é o camareiro de seu salvo-conduto para a impunidade, e fará de tudo para que a sua bandeira - absolver Renan no Conselho de Ética - consagre a sua carreira.
Não sei se este Siba é prefixo de sibarita, mas, como seu advogado in pectore, vida de rico ele terá garantida. Cabra bom de tarefa, olhem o jeito sestroso com que ele defende o chefe... É mais realista que o Rei. E do outro lado, o xerife da ditadura militar, que, desde logo, previne: quero absolver Renan.

Que Corregedor!... Que Senado!...Vou reproduzir aqui o que você declarou possuir de bens em 2002 ao TRE. Confira, tem a sua assinatura:

1) Casa em Brasília, Lago Sul, R$ 800 mil, 2) Apartamento no edifício Tartana, Ponta Verde, R$ 700 mil, 3) Apartamento no Flat Alvorada, DF, de R$ 100 mil, 4) Casa na Barra de S Miguel de R$ 350 mil .. E SÒ.

Você não declarou nenhuma fazenda, nem uma cabeça de gado!!
Sem levar em conta que seu apartamento no Edifício Tartana vale, na realidade, mais de R$1 milhão, e sua casa na Barra de São Miguel, comprada de um comerciante farmacêutico, vale mais de R$ 2.000.000.Só aí, Renan, você DECLARA POSSUIR UM PATRIMONIO DE CERCA DE R$ 5.000.000. 
Se você, em 24 anos de mandato, ganhou BRUTOS, R$ 2 milhoes, como comprou o resto? E as fazendas, e as rádios, tudo em nome delaranjas? Que herança moral você deixa para seus descendentes?. 

Você vai entrar na história de Alagoas como um político desonesto, sem escrúpulos e que trai até a família. Tem certeza de que vale a pena?
Uma vez, há poucos anos, perguntei a você como estava o maior latifundiário de Murici. E você respondeu: "Não tenho uma só tarefa de terra. A vocação de agricultor da família é o Olavinho." É verdade, especialmente no verde das mesas de pôquer!

O Brasil inteiro, em sua maioria, pede a sua cassação. Dificilmente você será condenado. Em Brasília, são quase todos cúmplices.
Mas olhe no rosto das pessoas na rua, leia direito o que elas pensam, sinta o desprezo que os alagoanos de bem sentem por você e seu comportamento desonesto e mentiroso. Hoje perguntado, o povo fecharia o Congresso. Por causa de gente como você!

Por favor, divulguem pro Brasil inteiro pra ver se o congresso cria vergonha na cara. 

Os alagoanos agradecem.

Thereza Collor.

"Brasil mostra a tua cara que eu quero ver quem paga pra tu ficar assim, Brasil qual o teu negócio o nome do teu sócio, confia em mim" (Jeorge Cardozo).

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

-Egressos de PT, PV e PSOL formam linha de frente de partido de Marina Silva





RevistaValorEconômico

""Em processo de construção, o partido da presidenciável e ex-ministra Marina Silva está ganhando forma país afora. A maioria dos coordenadores nos Estados já está definida. O perfil é essencialmente de egressos do PT e do PV, com mais um tanto de dissidentes do PSOL, como a ex-senadora e hoje vereadora de Maceió, Heloisa Helena, e, em menor proporção, de outras siglas como PDT e PPS. Até agora, não há indícios de que a legenda de Marina fará um estrago como o que o PSD do ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, causou ao DEM. Há oriundos do Movimento por uma Nova Política (criado após a saída de Marina do PV em 2011) - e sem filiação partidária prévia - e sobretudo políticos sem mandato.

É o caso do ex-deputado federal pelo PV José Fernando Aparecido de Oliveira, que deixou de concorrer à reeleição à Câmara, em 2010, e criou palanque para a campanha presidencial de Marina em Minas Gerais ao disputar o governo do Estado. O político, filiado ao PPS, é filho do ex-ministro, embaixador e governador do Distrito Federal, José Aparecido de Oliveira (1929-2007).

No Paraná, a articulação do partido está a cargo da ex-deputada federal pelo PT Drª Clair, que também passou pelo PV. No Amazonas, quem encabeça a legenda é Marcus Barros, ex-presidente do Ibama durante a gestão de Marina no Ministério do Meio Ambiente.

Entre os que detêm funções públicas se destacam o diretor-presidente do Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes), João Guerino Balestrassi, e o secretário de Meio Ambiente de Pernambuco, Sérgio Xavier que também foi candidato a governador em 2010. Neste Estado, há outro petista de origem entre os coordenadores: o ex-deputado estadual Roberto Leandro, que ainda consta como integrante da Executiva do PV pernambucano.

Em Goiás, Marina Silva desfalca o PSOL. Ali, o articulador é o presidente do diretório estadual, Martiniano Cavalcante, também membro da Executiva nacional da sigla. Em outubro, Cavalcante foi afastado pelo PSOL por ter tomado dinheiro emprestado do bicheiro Carlos Cachoeira, investigado em CPI no Congresso. Em dezembro, no entanto, a direção do PSOL reintegrou o dirigente às suas funções partidárias e justificou ter feito um "pré-julgamento do filiado" que causou "óbvios prejuízos à sua trajetória política de destacado dirigente da esquerda brasileira".

No Piauí, o partido de Marina nasce das costelas de um PT dilacerado, que viu a debandada de 312 militantes depois das eleições municipais. O grupo é encabeçado por um dos fundadores do PT no Estado, o ex-vereador Luter Gonçalves.

A liderança no Rio de Janeiro vem do movimento ambientalista: é Carlos Henrique Painel, que foi um dos coordenadores da Cúpula dos Povos, durante a Rio+20, no ano passado, e pertence ao Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais (Fboms).

Em São Paulo, o ex-presidente do Ibama Bazileu Margarido, e um dos colaboradores mais próximos de Marina, representa um grupo com várias lideranças, entre os quais o deputado federal Walter Feldman, que deve se transferir do PSDB para a nova sigla; o ex-deputado federal Luciano Zica, com passagem pelo PT e PV, e o vereador da capital Ricardo Young (PPS).

A tendência à oligarquização, como mostra a história dos partidos, não só os brasileiros, é quase inevitável. Mas um dos objetivos dos marineiros é construir uma estrutura menos hierarquizada. "O PV sueco, por exemplo, não tem presidente, mas dois porta-vozes, um homem e uma mulher", afirma Pedro Ivo Batista, assessor político de Marina e responsável pela articulação nacional do partido.

O grupo está em processo acelerado de mobilização nos Estados. Reuniões prévias estão sendo feitas para a plenária que ocorrerá no dia 16, em Brasília, onde se definirá oficialmente pela criação da sigla.

No Maranhão, por exemplo, o encontro foi no dia 25. Ali, o comando do processo está com o deputado federal Domingos Dutra, que, conforme antecipou o Valor PRO, serviço em tempo real do Valor, anunciou que sairá do PT, em razão da aliança da legenda no Estado com a família Sarney.

Outra dissidente do PT e depois do PV, como Marina, está na linha de frente da organização na Bahia: é Rose Bassuma, mulher do ex-deputado federal Luiz Carlos Bassuma, que montou palanque do PV em 2010 e concorreu a governador. Também um dos líderes baianos é o secretário de formação do diretório estadual e integrante do diretório nacional do PSOL Ícaro Argolo.
Tem também a frente da construção do partido no Estado da Bahia, o professor Jeorge Cardozo que foi um dos criadores do Setorial de Educação do PSOL, candidato a vereador por Salvador e a deputado estadual.

No Ceará, o apoio de Marina Silva ao candidato do PDT à Prefeitura de Fortaleza, Heitor Férrer, no ano passado, lhe rendeu algumas adesões como a do dentista e professor Galba Gomes - pedetista histórico - e de Paulo Lima, o Polô, que hoje está na sigla, mas concorreu ao Senado em 2010 pelo PV e foi filiado ao PT.