quarta-feira, 30 de novembro de 2011

- A musa da música baiana

A musa da música baiana

por professor Cardozo

Veja o filme preferido de Claudia Leitte
A cantora Claudia Leitte, além de talentosa, é claro, também é de longe, a musa da música baiana. Falam da disputa entre ela e a Ivete, com todo respeito acho muito masculinizada, embora muito talentosa também. Mas, a Claudinha, que intimidade, é de longe, a mais gata de todas. Esse sorriso 43, mim faz ter mil imaginações. Que me desculpe seu esposo mas...

- IBGE: Brasileiro bate recorde de divórcios


IBGE: Brasileiro bate recorde de divórcios
Aumento se deve à mudança na legislação
Os 243.224 divórcios registrados em cartório em 2010 é o maior número registrado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Isso significa que 1,8 em cada mil brasileiros com 20 anos ou mais se divorciou legalmente no ano passado. De acordo com matéria do jornal O Estado de S. Paulo, o aumento se deve principalmente à mudança na legislação que acabou com o instituto da separação e seus prazos. Desde julho de 2010, é possível divorciar-se a qualquer tempo, seja o divórcio de natureza consensual ou litigiosa. Rondônia e o Distrito Federal registraram as maiores taxas de divórcio no ano passado - 3,5 por mil e 3,3 por mil, respectivamente. Em todo o país, 75,2% dos divórcios foram consensuais. Quando não houve acordo, em 52,2% dos casos a mulher pediu o divórcio. Entre aqueles que se divorciaram no ano passado, em 22% dos casos o casamento havia durado no máximo 5 anos. Em 40,3% os casais não tinham filhos. A idade média ao divorciar foi de 43 anos.

- Salvador tem mais casos de filhos sob guarda compartilhada


Salvador tem mais casos de filhos sob guarda compartilhada
Em Salvador, 46,54% dos filhos menores de casais que se divorciaram em 2010 (1.196 pessoas) ficaram sob responsabilidade de ambos os cônjuges. Esta é a maior proporção de guarda compartilhada do país. Entre os estados, Bahia se destacou com 17,27% dos filhos menores cuja guarda foi compartilhada entre os dois pais. A pesquisa mostra que as mulheres ainda detêm a hegemonia na responsabilidade pela guarda dos filhos menores (87,3%), mas houve um crescimento do compartilhamento da guarda dos filhos menores entre os cônjuges, que passou de 2,7% em 2000 para 5,5% em 2010. No país, apenas 5,6% dos filhos menores ficaram sob a guarda dos homens no ano passado.

- Unicef: Meio milhão de jovens baianos vivem na extrema pobreza


por professor Cardozo
Unicef: Meio milhão de jovens baianos vivem na extrema pobreza
Indicadores da educação são favoráveis ao estado
O relatório da Situação da Adolescência Brasileira do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), divulgado nesta quarta-feira (30), apontou que o adolescente no Brasil está mais pobre e permanece exposto a casos de violência em nível preocupante. Na Bahia, dos cerca de 1,6 milhões de jovens baianos entre 12 a 17 anos, 31,7% – pouco mais de 500 mil jovens vivem na extrema pobreza, em famílias com até 1/4 do salário mínimo per capita por mês - R$ 136,25. Com relação a cor da pele, do total, 300 mil baianos são declarados brancos e 1,3 milhões são negros. O levantamento do Unicef utilizou dados oficiais do governo brasileiro entre 2004 e 2009. Neste período, a taxa de homicídios na Bahia nesta faixa etária saltou de 8,6 habitantes em 2004 para 31,1 pessoas a cada 100 mil em 2009. A boa notícia é que no mesmo período, os indicadores da educação são favoráveis ao estado. Os indivíduos com o ensino fundamental concluído – no mínimo oito anos de estudo – saltaram de 24,5% em 2004 para 33,9% em 2009. Já os que frequentam o ensino médio pulou de 27,4% para 36% dos jovens. A taxa de abandono no ensino médio também reduziu de 21% para 18% dos jovens que deixaram as salas de aula em 2009 e o analfabetismo caiu no mesmo ano e atingiu 2,1% da população jovem contra 3,8% em 2004.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

- As faculdades baianas no pau

por Jolivaldo Freitas




Semana destas fui ao Teatro Castro Alves assistir a uma peça chamada “Dingol Bell”, acho que era assim mesmo, título abrasileirado, com atores egressos do Zorra Total, da TV Globo. É engraçada e uma das partes mais “tragicômicas” para deleite do público é quando um guia se perde e não consegue levar em direção à Estrela Guia e muito menos animar os três Reis Magos durante a caminhada pelo deserto.
 
Ele então implora para que os reis entrem no clima, senão ele perde o emprego. E diz depender deste. Um dos reis pergunta por que e ele responde que não consegue nada na vida,      nem passar em concurso público. Estava sempre nos últimos lugares. O rei volta a perguntar por que e ele desabafa choroso dizendo que tinha se formado em Administração na FTC, de Salvador. É uma gargalhada de abalar as estruturas  do velho teatro. Os caras botam para lascar em cima da faculdade, arrasando a imagem da escola, que segundo me disseram só é menos pior que  a imagem do Lupi, do Negromon te do Orlando Silva (aliás, os dois últimos baianos). Os caras também tiram o maior sarro de Geddel, mas aí é outra história.
 
Pois não é que os atores estavam adivinhando que as faculdades baianas estavam para entrar no limbo. Dezenas delas não passaram pelo crivo do MEC. Até então tudo bem, achei mesmo que se as faculdades não tinham estrutura nem interesse que fechassem as portas. Lembrei de um aluno de uma destas faculdades que perguntado por um professor sobre quem batizou a Baía de Todos os Santos ele respondeu que foi Deus. Américo Vespúcio chegou a remexer o esqueleto na tumba, revoltado com tanta ingratidão e esquecimento.
 
Mas depois, avaliando a situação junto com quem entende, deu para perceber que a avaliação do MEC para com as universidades é pior que a avaliação dos alunos pelo ENEM. Nem chega aos pés dos padrões dos países mais desenvolvidos. Tem mais furo que o shape de Kadhafi. É mais abestalhada que a defesa do Bahia e o ataque do Vitória.
 
O Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) foi  criado em abril de 2004 e os cursos superiores são regulados por Atos Autorizativos:  Portarias do MEC são expedidas para Autorização, Reconhecimento, e Renovação de Reconhecimento de cursos, mediante visitas de avaliação in loco do INEP/MEC. É assim mesmo. Uma sopa de letrinhas de gosto duvidoso.  As visitas avaliam três dimensões: organização didático-pedagógica, Corpo Docente, e Infra-estrutura, emitindo notas  numa escala de 1 a 5 que passa a ser o Conceito do Curso (CC). A aprovação ocorre mediante nota de 3 a 5.
 
A nota do Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes) é emitida também numa escala de 1 a 5, com aprovação mediante notas de 3 a 5. É calculada através de uma avaliação realizada pelos alunos ingressantes e concluintes, obedecendo a um ciclo de três anos. Aí é que está: no último os ingressantes foram dispensados da realização da prova. 
 
A avaliação deles gera um Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observados e Esperados (IDD), ou seja, uma curva de desempenho para mostrar o quanto o aluno aprendeu na Universidade/Faculdade. Mas a mostra de um não é a mesma do outro. É um cadinho que parece sacola com xepa com resto de feira.
O IDD é calculado através de amostras desiguais: os alunos que fazem o exame como ingressantes não são os mesmos que irão fazer a prova como concluintes para o cálculo. A nota do Enade individual de cada aluno só é de conhecimento dele e não vai para o seu histórico. O que o aluno faz? Não se compromete com o seu resultado... o que vai gerar o resultado ruim da Instituição e esta que se lenhe. 
 
Claro que na equação entram estrutura física, grau de formação dos professores, etc. Mas, lamentavelmente o Conceito de Curso, atribuído na avaliação do MEC de Reconhecimento e de Renovação de Reconhecimento não compõem como o Enade o cálculo do CPC (Conceito Preliminar de Curso) - favor não confundir com o PCC dos morros cariocas e muito menos com o CV – Comando Vermelho.
 
Isso significa que se o curso foi mal no Enade as notas de reconhecimento e/ou renovação de reconhecimento em nada contribuem na alteração para mais ou para menos do conceitual do perfil lógico da instituição de ensino. O negócio é mais complicado que decorar tabela dos elementos, lembra seu burro? 
O detalhadamente, o cálculo é composto da seguinte forma: 60 % da nota Enade (30% do IDD + 15% da nota dos ingressantes + 15 % da nota dos concluintes; 20% - proporção de professores com doutorado (Censo); 5% - proporção de professores com mestrado (Censo);  5% - regime de trabalho dos professores quanto a dedicação parcial ou integral (Censo); 5% - infra-estrutura, de acordo com a opinião dos alunos e  5% - organização didático-pedagógica, segundo a opinião dos alunos.
 
Com tudo isso o MEC que cobra a lição, mas esquece de fazer o dever de casa, termina por causar injustiças, como é o caso da Faculdade Pedro II, uma das instituições que mais investiu em estrutura e professores com doutorado. Isso deixou os alunos chateados e que me pediram para tratar do assunto, mesmo sabendo que sou meio que analfabeto de pai mãe e cachorro. Aliás, o cachorro lá de casa sabe se comunicar e tem um vocabulário melhor que o meu. E é mais inteligente que o pessoal do MEC. Aí também é covardia.

- Crise e eleições

por Ivan de Carvalho



  Impressiona o fato de que, três anos antes das eleições presidenciais de 2014 e com as eleições municipais de 2012 no caminho, já estejam de prontidão para uma eventual investida em direção ao Palácio do Planalto pelo menos cinco aspirantes. Três deles são do PT, o partido que trabalha duro para conquistar a hegemonia política no país, mas ainda tem uma parte importante do caminho até alcançar esta situação e consolidá-la.
Aliás, teria o PT pela frente menos caminho a percorrer se não estivessem a União Europeia e o Estados Unidos mergulhados em uma crise financeira e econômica que já contaminou seriamente a política nesses dois entes. Vale assinalar que há uma grande sinergia entre a crise na União Europeia e nos Estados Unidos.
Assim é que a crise explodiu primeiro nos Estados Unidos, usando como estopim os chamados títulos sub-prime, representando a ganância de lucros em negócios irresponsáveis de altíssimo risco, enquanto a União americana esvaía-se em déficit orçamentário fortemente acentuado pelas guerras no Afeganistão e no Iraque.
Ao explodir espetacularmente nos Estados Unidos, a redução da “confiança dos mercados” e a realidade das relações econômicas entre a economia americana e economia da União Europeia acabaram impondo fase aguda da crise à EU, dentro da qual alguns países importantes ou relevantes já vinham apresentando problemas próprios. A impressão que se tem hoje é que na União Europeia ainda vai se agravar muito – a França já balança e a Alemanha, sozinha, não tem como tapar as brechas na represa e, devido às circunstâncias americanas, não tem como receber a ajuda dos Estados Unidos.
E nossa eleição presidencial com isso?
Bem, é que a crise nos Estados Unidos e União Europeia (com um agudíssimo complicador político na perigosa bagunça no mundo árabe e as intenções cavernosas do regime iraniano) tem tudo para afetar com força a economia brasileira. Nessas prováveis circunstâncias, a natural candidatura à reeleição da presidente Dilma Rousseff poderá se revelar seriamente ameaçada.
Se Dilma ou o PT virem que Dilma não dá, então a alternativa será o ex-presidente Lula. Isso era óbvio até ser descoberto o seu câncer de laringe. Agora, Lula continua sendo a principal alternativa a Dilma no PT, mas, ainda que se possa torcer e rezar, já não se pode considerar tão óbvio enquanto não for constatada a cura. O tratamento, com grandes chances de êxito, está em curso, fase inicial.
Caso sejam inviabilizadas as candidaturas de Dilma e Lula em 2014, talvez nada reste ao PT senão o governador da Bahia, Jaques Wagner. O Escândalo do Mensalão, em 2005, guilhotinou, para efeito de candidatura a presidente da República, algumas lideranças petistas. E o ex-ministro Palocci cuidou de pôr o próprio pescoço sob a lâmina, em duas oportunidades. Wagner atravessou a tempestade sem se molhar.
Mas se realmente a crise chegar fundo no Brasil, isto significará que nem só do PT poderá sair o futuro presidente. O PSB, hoje na área governista, tem dois nomes em campo, Ciro Gomes (já por duas vezes candidato a presidente) mais claramente, Eduardo Campos, governador de Pernambuco e controlador do PSB, discretamente. No PSB, um exclui o outro, é claro. O PSB seria o “caminho do meio”.
O caminho exposto, vistas de hoje as coisas, seria o PSDB com Aécio Neves ou, numa hipótese menos provável, o teimoso José Serra. Mas, e o PMDB, com sua recente estratégia de disputar campeonato para ter torcida, o que faria ante uma conjuntura marcada pela crise, com o governo enfraquecido? Eis aí um mistério.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

- Em plenário, Maria Luiza chama JH de ‘covarde’ e revela relação extraconjugal


por Professor Cardozo
Em plenário, Maria Luiza chama JH de ‘covarde’ e revela relação extraconjugal
Tatiana Paraíso, à esquerda, seria pivô de separação do prefeito | Foto: SMS
A deputada estadual Maria Luiza Carneiro (PSD) utilizou o seu discurso no plenário da Assembleia Legislativa da Bahia, nesta quarta-feira (16), para esclarecer as razões pelas quais se separou do prefeito João Henrique (PP). De acordo com a parlamentar, o motivo do divórcio depois de 27 anos de união foi uma “relação extraconjugal” entre JH e a subsecretária municipal de Saúde, Tatiana Paraíso, que frequentava a residência deles e, casada, teria se separado recentemente para ficar com o alcaide. "Na última crise, após um longo período de desgaste, sugeri uma reflexão do relacionamento ao meu esposo, João Henrique. Acreditava estar buscando a harmonia e a cumplicidade do nosso relacionamento. Retornando de uma viagem, sete dias depois, tomei conhecimento do relacionamento extraconjugal de João Henrique com a subsecretária de Saúde, Dra. Tatiana Paraíso. No subterrâneo do Thomé de Souza, tudo acontece até hoje às escondidas, em segredo. E foi para restabelecer a minha honra, que levei ao conhecimento público a separação do nosso casamento. (...) A separação foi por causa da traição dele e isso é irrevogável. Conivência e traição são características que marcaram a forma como ele conduziu a relação. Eu me casei com um homem e me separei de outro”, sentenciou. Segundo Maria Luiza, no processo de distanciamento entre eles, inclusive, o pepista teria se utilizado de “atos covardes” para difamá-la, como “inventar uma candidatura a prefeita” e até plantar uma notícia na revista Época de que ela teria "um caso com alguém da Casa Militar". “Não tenho porque baixar a cabeça. As maledicências não me intimidam, não vou me afastar dos amigos, das pessoas que estimo e respeito. Tenho coragem e caráter para assumir os meus atos e não vou admitir que queiram distorcer a verdade, para salvaguardar a imagem dele, maculando a minha. Isso é covardia! Aconselho responsabilidade e juízo... Enquanto é tempo... Falam, também, sobre uma possível jogada política, para que eu possa me candidatar à sucessão da prefeitura. Isso também é mentira. Não tenho pretensões políticas para as próximas eleições”, avisou. A deputada encerrou o seu pronunciamento a agradecer às pessoas que a ajudaram após a decisão de rompimento, como os pastores da sua igreja, e, apesar da cisão com o prefeito, disse acreditar “no advento do matrimônio”. "Para finalizar, quero dizer que daqui para frente vou viver a minha vida, sou livre, posso me relacionar com quem quiser, inclusive com os acusados, mas não sou leviana. Vou me dedicar ao meu trabalho, porque pretendo resgatar o meu mandato com compromisso, responsabilidade e transparência, correspondendo à altura aos meus eleitores. Já sofri o bastante! Só peço às pessoas respeito. Porque costumo dar! O meu assunto é com João Henrique e não aceito intermediários. Acredito na instituição casamento como a base da família e o resultado do amor entre duas pessoas. Agradeço aos pastores e pastoras, bispos, amigos e irmãos da igreja, que alimentam a minha Fé em Deus, a minha força. São pessoas especiais que fazem a diferença na minha vida.", declarou. Os deputados presentes à sessão, estupefatos diante do depoimento, “exclamaram” um silêncio sepulcral.